sexta-feira, 5 de junho de 2015

[Análise] Março 2015

Em Março de 2015, a cesta básica de Patos- PB variou entre R$217,39 e R$322,38. Os itens que mais sofreram variações foram a margarina com 304,04%, cujo preço mínimo verificado foi de R$0,99 e máximo de R$4,00; em seguida a farinha, com 137,07% de variação, sendo R$2,32 preço mínimo e R$5,50 o preço máximo e em terceiro lugar o óleo, com variação de 124,40% e preços oscilando entre R$2,90 e R$4,69.
Dos itens que sofreram menor variação estão o feijão com preço mínimo de R$4,25 e máximo de R$5,59, cuja variação foi de 31,53%; a carne, com preço mínimo de R$15,49 e máximo de R$21,90 (41,38% de variação) e o arroz; com variação de 55%, preço mínimo de R$1,80 e máximo de R$2,79.
Tabela 1- dados referentes ao mês de Março

De acordo com as variações de preços dos produtos nos meses de Janeiro, Fevereiro e Março, observou-se que não há uma padronização dos itens com maior ou menor variação, o que há é uma disparidade alarmante dos preços da margarina, passando de 300%, bem como outros produtos como óleo, pão e farinha, com variações acima de 100%. 

  Tabela 1.1- Variação percentual dos preços mínimos para os preços máximos no mês de Março de 2015

Procurando uma resposta plausível para esta discrepância pode-se fazer uma análise de preço a partir do prisma do marketing, no qual se afirma que mesmo sabendo que os métodos de definição de preços estão subordinados aos objetivos maiores da empresa, algumas delas definem seu preço com base no conceito de mark-up, ou seja, “marcam para cima” o preço em função dos custos variáveis, de acordo com algum percentual predefinido.

Esta prática é muito adotada pelos varejistas e também revendedores, uma vez que a parcela principal de seus custos decorre de quando se paga aos fornecedores pelos produtos que serão revendidos. O mark-up varia de produto para produto e depende, entre outros fatores, da prática histórica do setor com relação ao produto em questão, bem como do preço de venda final sugerido pelo fabricante.
Fonte: Pesquisa própria, mar/2015.
Algumas empresas utilizam o conceito mark-up na definição de preços, mas calculam o preço do produto a partir da soma dos custos diretos de uma parte dos custos indiretos unitários. 

Na verdade, sabe-se que muitas empresas ainda trabalham com a ideia de que o preço deva ser definido a partir de seus custos e de sua meta de lucro, todavia, acredita-se que os custos devam servir, apenas, de parâmetro para estabelecer o preço mínimo aceitável para um produto no longo prazo.

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