quarta-feira, 13 de abril de 2016

[Análise] Janeiro 2016

http://www.ipcpatos.com.br/2016/04/analise-janeiro-2016.html

Comparando a variação percentual dos preços do mês de dezembro de 2015, de acordo com os produtos que mais variaram no mês de janeiro de 2016, todos os produtos aumentaram suas variações. A margarina (250g) subiu de 187% em dezembro para 257% em janeiro. O tomate (kg) de 64% para 77%. O café em pó de 56% para 61%. E o leite integral (litro) de 42% para 61%.
Já os produtos que apresentaram uma menor variação nos preços deste mês (dezembro de 2015), em relação a janeiro de 2016, as variações do pão (kg), do açúcar (kg) e do óleo de soja diminuíram. A variação do pão caiu de 40% em dezembro para 17% em janeiro. A do açúcar de 27% para 22%. A do óleo de 83% para 30%. No entanto, a variação do arroz aumentou, subindo de 26% para 29%.
Fonte: Pesquisa Própria
Os produtos com maior variação de preço, em ordem decrescente, foram:
1)    Margarina com 259,6% de variação (preço Mínimo de R$ 1,29 e Máximo de R$4,60);
2)    Tomate com 76,5% de variação (preço Mínimo de R$ 3,40 e Máximo R$ 6,00);
3)    Açúcar com 60,5% de variação (preço Mínimo de R$ 2,99 e Máximo R$ 4,80);
4)    Leite com 50,8% de variação (preço Mínimo de R$ 3,05 e Máximo de R$ 4,60).

Os produtos com menor variação de preço, em ordem crescente, foram:
1)    Pão com 16,7% de variação (preço Mínimo de R$ 5,99 e Máximo de R$ 7,00);
2)    Açúcar com 21,8% de variação (preço Mínimo de R$ 2,19 e Máximo de R$ 2,80);
3)    Arroz com 29,5% de variação (preço Mínimo de R$ 2,31 e Máximo de R$ 2,99);
4)    Óleo com 29,6%% de variação (preço Mínimo de R$ 3,85 e Máximo de R$ 4,99).

No caso dos produtos que sofreram uma maior alteração no seu preço, a variação da margarina é decorrente do fato que uma das margarinas pesquisadas é indicada para pessoas que necessitam reduzir o nível de colesterol ruim do organismo, fazendo com que esse produto apresente um diferencial e tendo como consequência a elevação do seu preço. A variação do tomate foi atribuída à seca nas áreas produtoras da região Nordeste. De semelhante forma, o aumento do café também foi causado pela falta de chuvas nas lavouras, pois, a quantidade de chuvas nas regiões produtoras não foi o suficiente para que houvesse o restabelecimento da produção do café. Já o leite teve a sua subida causada por conta de um recuo da sua oferta no mercado, além de um aumento nos custos de sua produção.

Já os produtos que sofreram uma menor variação, o pão ocorreu uma pressão no custo por causa da necessidade de se importar trigo mais caro por conta da elevação do dólar e também em razão das tarifas mais caras de água e luz que impactam no custo de produção do pão francês. O açúcar pode ser justificado por conta das chuvas que dificultaram a colheita da cana, cujo calendário ficou atrasado e a disponibilidade restrita. Além disso, parte da cana de açúcar foi destinada para a produção de etanol. Já o arroz, os produtores estiveram retraídos à espera de melhores cotações para o arroz, comercializando o produto apenas à medida que precisavam “fazer caixa”. Os compradores, a partir de julho, começaram a pagar valores mais altos na aquisição do grão para garantir a demanda interna e externa. O óleo de soja seu reajuste pode ser justificado por conta da desvalorização do real em relação ao dólar, que tem estimulado as exportações da soja nacional e de seus derivados, o que diminuiu a disponibilidade do grão.

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