terça-feira, 12 de abril de 2016

[Análise] Outubro 2015

Análise dos dados coletados no mês de Outubro dos produtos que compõem a cesta básica

Os itens que mais sofreram variação em seus preços foram: a margarina (250g), que apresentou um reajuste de 199%, cujo preço mínimo foi de R$ 1,32, e o máximo de R$ 3,95. Em seguida o tomate (kg) que apresentou um reajuste de 213%, cujo preço mínimo foi de R$ 1,60, e o máximo de R$ 5,00. Em terceiro a farinha apresentou um reajuste de 77%, cujo preço mínimo foi de R$ 2,39, e o máximo de R$ 4,22. Já em quarto à banana (und) que apresentou um reajuste de 75%, cujo preço mínimo foi de R$ 0,20, e o máximo de R$ 0,35.
Os produtos que tiveram uma variação menor nos preços foram: o açúcar (kg) que apresentou uma variação de 18%, cujo preço mínimo foi de R$ 1,69 e o máximo de R$1,99. Em seguida o pão (kg) que apresentou uma variação de 34%, cujo preço mínimo foi de R$ 5,00 e o máximo de R$ 6,70. Em terceiro o leite(litro) com uma variação de 45%, cujo preço mínimo foi de R$ 2,99 e o máximo foi de R$ 4,35. Já em quarto veio a carne (kg) com uma variação de 49%, cujo preço mínimo de R$ 19,00 e o máximo de R$28,39.
Fonte: Pesquisa Própria
Comparando a variação percentual dos preços do mês de setembro de acordo com os produtos que mais variaram no mês de outubro, todos os produtos diminuíram suas variações. A variação do tomate (kg) caiu de 267% em setembro para 213% em outubro. A da margarina (250g) de 238% para 199%. A do feijão de 149% para 65%. E a da banana (und) de 80% para 75%.
Já os produtos que apresentaram uma menor variação nos preços deste mês (setembro), em relação a outubro, as variações do açúcar (kg) e do leite integral (litro) diminuíram em outubro. A do açúcar caiu de 33% em setembro para 18% em outubro, e a do leite integral de 47% para 45%. A variação da carne foi a única que aumentou, saindo de 28% em setembro para 49% em outubro. E a variação do pão manteve-se estável (34%).

O tomate teve alta porque o valor do produto sofre oscilações a cada semana. E, além do período de entressafra, o preço também varia segundo a procura por parte do mercado consumidor. O aumento da margarina é decorrente do fato que uma das margarinas pesquisadas, a Becel, é indicada para pessoas que necessitam reduzir o nível de colesterol ruim do organismo, fazendo com que esse produto apresente um diferencial, alterando o seu preço. O Feijão teve o aumento de preço, porque a época atual não é favorável para o plantio desses produtos e com a falta de chuvas o produto torna-se escasso, ou seja, há uma menor quantidade dele no mercado, fato que ocasiona a elevação do seu preço. A banana também apresenta esse problema de plantio, relacionado à falta de chuvas o que gera o seu aumento de preço.

Já os produtos que tiveram uma menor variação, no caso do açúcar, o seu preço seguiu em alta devido à baixa oferta internacional, ao aumento das exportações, e à destinação de grande parte da cana para o etanol, o que reduziu a oferta interna. Já na situação do pão francês, a desvalorização do real frente ao dólar encareceu o trigo, matéria-prima utilizada para produção do pão e também houve uma baixa oferta do cereal de boa qualidade, além das chuvas que atrapalharam a colheita no Sul. A carne, por sua vez, obteve a variação em decorrência da entressafra na produção de carne, além do alto volume de exportação que reduziram a oferta e aumentaram a cotação no varejo.

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